Exportar este item: EndNote BibTex

Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/11745
Tipo do documento: Dissertação
Título: A temática da felicidade desde a antiguidade até Agostinho no seu período inicial, mais detidamente na obra De beata vita
Autor: Gomes Filho, Luiz Santos
Primeiro orientador: Perine, Marcelo
Resumo: Os grandes filósofos da Antiguidade dedicavam-se à filosofia como caminho que conduz à felicidade. As ações humanas objetivam alcançar os fins , os bens . Tanto as ações humanas quanto os fins-bens particulares para os quais tendem, subordinam-se a um fim-último . Este fim-último é o bem-supremo que os homens sensatos concordam em chamar de felicidade. Para Platão a felicidade plena consiste na contemplação da idéia de Bem, para Aristóteles a felicidade (eudaimonia) não depende apenas da sorte, do destino, ou dos deuses, mas é alicerçada na natureza do homem e na ação humana. Na realidade, desde Demócrito, Platão, Aristóteles, os estóicos, até Plotino, muitas reflexões foram realizadas sobre o tema da felicidade humana. O tema da felicidade foi despertado em Agostinho a partir da leitura do Hortensius de Cícero, obra que o converteu ao interesse pela filosofia. O conceito de Beatitudo (eudaimonia) possui, para Agostinho, assim como para o pensamento ético grego, uma importância e centralidade decisiva a fim de estabelecer o finis bonorum (telos) do homem e, nessa perspectiva a própria tarefa da filosofia. A antiga questão da eudaimonia ganha, no iniciado cristão Agostinho, novas roupagens, e torna-se a principal motivação de seu filosofar. Estabelece então, uma relação sistemática entre os escritos filosóficos antigos, que trataram deste tema fundamental, e sua visão de convertido ao cristianismo, para elaborar o estudo da felicidade. Com Agostinho, embora seguindo de perto as idéias estóicas e mais ainda as neoplatônicas, a felicidade deixa de ser algo buscado e conseguido apenas pelo próprio esforço, seja virtuoso ou contemplativo, do homem. Ele precisa da graça divina e só por isso consegue atingir o seu telos. Na obra De Beata Vita, embora ainda não fruto de longa experiência cristã, Agostinho rompe com a tradição filosófica e propõe não mais a filosofia como porto da felicidade, mas a posse de Deus. Só a posse de Deus garante e produz a felicidade
Abstract: The great philosophers of Antiquity dedicated themselves to philosophy as a path that takes to happiness. The human actions aim at achieving ends , the good . Both, human actions and particular ends-good , for whose they tend to, are subordinate to an ultimate-end . That ultimate-end is the supreme good that reasonable men agree to call happiness. For Plato, full happiness consists in the contemplation of the idea of Good, for Aristotle, happiness (eudemonia) does not depend just on luck, destiny or gods, but is rather based on man s nature and human action. In fact, since Democritus, Plato, Aristotle, the Stoics, up to Plotinus, many insights were drawn on the theme of the human happiness. The happiness theme was aroused in Augustine upon the reading of Cicero s Hortensius, a work that took him to feel interested in philosophy. The concept of Beatitudo (eudemonia) has, for Augustine, as well as for the Greek ethical thought, a crucial importance and focus in order to establish man s finis bonorum (telos) and, on that perspective, the philosophy s job itself. The old issue of eudemonia is provided with new appearance, in the new Christian Augustine, and becomes the main motivation of his philosophizing. He then establishes a systematic relationship amongst the old philosophy writings, which treated this key-theme, and his vision of a Christianity convert for elaborating the study of happiness. With Augustine, although following closely the stoic ideas and even more the neo-platonic ones, happiness stops being something to be soughtafter and achieved only through man s own effort, either virtuous or contemplative. He needs the Divine grace and only because of that he achieves his telos. In the work De Beata Vita, though not yet a fruit of his Christian experience, Augustine breaks with the philosophic tradition and stops proposing philosophy as the port of happiness, but rather the possession of God. Only God s possession assures and originates happiness
Palavras-chave: Santo Agostinho
Felicidade
Sabedoria
Virtude
Estoicismo
Neoplatonismo
Saint Augustine
Happiness
Wisdom
Virtue
Stoicism
Neoplatonism
Agostinho -- Santo -- Bispo de Hipona -- 354-430 -- De beata vita -- Critica e interpretacao
Felicidade -- Obras anteriores a 1800
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Filosofia
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia
Citação: Gomes Filho, Luiz Santos. A temática da felicidade desde a antiguidade até Agostinho no seu período inicial, mais detidamente na obra De beata vita. 2007. 114 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2007.
Tipo de acesso: Acesso Restrito
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/11745
Data de defesa: 26-Jun-2007
Aparece nas coleções:Programa de Estudos Pós-Graduados em Filosofia

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
Luiz Santos Gomes Filho.pdf1,14 MBAdobe PDFThumbnail

Baixar/Abrir Pré-Visualizar


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.