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Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/15175
Tipo do documento: Tese
Título: A escuta e o corpo do avalista
Título(s) alternativo(s): Listening and the body of the analist
Autor: Leite, Eliana Borges Pereira
Primeiro orientador: Lotufo, Renan
Resumo: Esta pesquisa tem como ponto de partida uma questão bastante mencionada por autores que escrevem sobre a clínica psicanalítica. Trata-se da presença, entre os efeitos que a escuta produz no analista, de sensações e outras manifestações corporais que de alguma maneira se relacionam com o que se passa na sessão. Um algo mais de natureza corporal se apresenta na comunicação, acompanhando os processos associativos do analista ou, às vezes, interrompendo ou substituindo o seu pensamento associativo e exigindo elaboração. Este efeito se faz sentir especialmente na clínica dos chamados casos difíceis , nos quais está em jogo a dificuldade de representar, mas também pode ocorrer em momentos críticos de qualquer análise. Para atravessar o recato investigativo que cerca o corpo do analista, um primeiro recurso utilizado é uma aproximação com o trabalho do ator, cujo corpo, ao contrário do analista, não se oculta. A obra de Constantin Stanislavski dá a conhecer um método no qual o trabalho do ator visa a construir as características físicas e psicológicas da sua personagem com naturalidade, a partir de um trabalho interior de criação que se apóia em sua memória emocional e apresenta muitas afinidades com o trabalho interior do analista. A partir deste contraponto, são examinadas as formulações de Freud sobre a prática psicanalítica, de modo a estabelecer a especificidade da presença do corpo do analista na sessão. Em analogia com o sonho, embora imóvel na poltrona e despojado de suas funções habituais, o corpo do analista ganha mobilidade em uma outra cena. Na clínica que acolhe a dificuldade de representar, entretanto, o corpo está sujeito a ser solicitado de maneiras mais concretas, e cabe ao analista encontrar as condições de uma escuta que, sem recusar a implicação, possibilite o prosseguimento da análise apesar da constante pressão exercida sobre a suas reservas. Um estudo teórico examina as particularidades desta situação, articulando três eixos de pensamento: uma concepção ampliada da contratransferência, a metapsicologia do afeto e da sua estreita relação com o corporal, e a instauração do vazio que possibilita a regressão e o trabalho da figurabilidade, entendido como processo de produção do sonho no qual o corpo está implicado. Desta reflexão surge uma concepção do corpo do analista como uma interface sensível e dinâmica da contratransferência, com função de recepção e de criação. Dois relatos clínicos contribuem para enriquecer a elaboração teórica desenvolvida.
Abstract: Abstract The starting point of this research is a question often asked by authors who write about the psychoanalytic clinic: the presence, among the effects that listening produces in the analyst, of sensations and other bodily manifestations that somehow relate to what happens during the session. Something else of bodily nature that shows up in the communication, following the analyst´s associative processes, often demanding elaboration while interrupting or replacing his associative thinking. This effect shows specially in those cases in which the difficulty to represent is at stake, but it may also happen in any analysis critical moments. The actor´s work, whose body may not be concealled, unlike the analyst´s, is used as a tool to break through the safeguards behind which the analyst s body is usually kept apart from investigation. Constantin Stanislavski´s work creates a method through which the actor´s role is to built physical and psychological traits of a given character as naturally as possible, based upon an inner creative work that uses the actor´s emotional memories, an inner work much alike that of analyst s. Considering this, Freud´s advices about psychoanalysis practice are examined so as to establish what is specific of the analyst´s body. As in a dream, although actually sitting still in his armchair and deprived of his usual functions, the analyst´s body acquires mobility in another scene. Moreover, in a clinic where the difficulty to represent shows, the body is due to be demanded in concrete ways and it is the analyst´s role, despite the pressure on his safeguards, to find conditions for a psychoanalytic listening that, without refusing contact, allows the analysis to proceed. A theoretical study examines the particular characteristics of this situation using three main axis: a broadened concept of countertransference; metapsychology of affect and it´s close relation to the body; and the emptiness that makes possible both regression and figurability, the processes of dream´s production in which the body is involved. The conclusion is a concept in which the analyst´s body performs as a sensitive and dynamic interface for countertransference which receives and creates. Two clinical reports support the theory thus developed.
Palavras-chave: escuta psicanalitica contransferencia
afeto
corpo
naliti listening
afect
body
countertransference
Terapia psicanalítica
Expressão corporal
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Psicologia
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica
Citação: Leite, Eliana Borges Pereira. A escuta e o corpo do avalista. 2005. 203 f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2005.
Tipo de acesso: Acesso Restrito
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/15175
Data de defesa: 9-Dec-2005
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica

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