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Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/15847
Tipo do documento: Tese
Título: A criação da criança: letra e gozo nos primórdios do psiquismo
Título(s) alternativo(s): Child raising: letter and jouissance in the earliest roots of the psychism
Autor: Jerusalinsky, Julieta 
Primeiro orientador: Berlinck, Manoel Tosta
Resumo: A tese aborda a produção das inscrições constituintes do psiquismo no laço mãe-bebê sob o marco acadêmico de pesquisa em Psicopatologia Fundamental e teórico-clínico da psicanálise. Considera que a inscrição da letra conceito utilizado por Jacques Lacan para situar as inscrições psíquicas depende da implicação materna na economia de gozo do bebê. Sua transmissão não ocorre pela via direta de um código, mas por uma sucessão de efeitos enigmáticos no laço com a mãe, enquanto Outro encarnado, diante dos quais o sujeito precisará advir, no litoral entre gozo e saber, corpo e linguagem. A partir do dado a ver no corpo do bebê, a mãe formula a suposição de um saber do qual este seria tributário: saber sobre o desejo materno que, à própria mãe, resulta enigmático, mas em relação ao qual o bebê fica implicado. Assim, o dado a ver no corpo do bebê assume o caráter de formação do inconsciente. O psiquismo materno opera aí como um aparelho psíquico inicialmente protético para o funcionamento corporal do bebê, que passa a ter sua economia de gozo atrelada ao saber materno. Os primórdios da constituição psíquica, portanto, deixam em relevo a não correspondência entre corpo e sujeito. A mãe realiza em seus cuidados o "bordado" da letra ao corpo do bebê, ao ocupar-se de sua economia de gozo, ao afetar-se pelo que o afeta. Assim, parasita o funcionamento corporal do bebê com uma estrutura "linguageira" pela qual este, inadvertidamente, se engaja no laço com o Outro a partir daí imprescindível em seu circuito de satisfação. Por isso o bebê também é afetado pela prosódia e alíngua pelas quais comparece o gozo materno no ato da enunciação. Quando o bebê se engaja "gozozamente" nos jogos constituintes do sujeito, a mãe passa a atribuir-lhe a autoria, o saber, sobre esse brincar, transitando permanentemente com ele pelas posições de objeto e sujeito. Ela o supõe sujeito que sabe do brincar; ao mesmo tempo, quando o faz objeto de gozo, goza identificando-se transitivamente ao gozo da passividade do bebê. Portanto, o gozo implicado no laço mãe-bebê não está reduzido nem à angústia da insuficiência nem à medida da potencia fálica. Tampouco ao gozo masoquista da mater dolorosa. Por meio de um gozo situado para além do fálico, pode-se produzir uma criação: a criação da criança aponta a dimensão transitivista dos primórdios do laço mãe-bebê. Se a maternidade pode dar lugar a um ato criativo para uma mulher, por sua vez, a criança tem aí uma brecha para vir a ser criadora no brincar. A relação mãe-bebê não se limita nem ao gozo fálico nem à busca da complementaridade com o gozo do Outro, mas pode dar acesso a um gozo Outro, a uma criação suplementar, que, mesmo se servindo da função paterna, não se detém no complexo de Édipo. Diante do pathos que o bebê em sofrimento dá a ver em seu corpo, o clínico intervém, não por uma observação, mas por uma leitura que possibilita uma decifração. Operando a partir da cifra, da letra que insiste na repetição sintomática, abre lugar para criações suplementares
Abstract: This thesis approaches the production of the inscriptions that constitute the psychism in mother-baby ties. The text is present within the field of fundamental psychopathology and theoretical-clinical psychoanalysis. The author posits that the inscription of the letter a concept employed by Jacques Lacan to situate psychic inscriptions depends on the mother's involvement in the baby's economy of jouissance. The transmission of the inscription does not take place through the direct presence of a code, but rather through a succession of enigmatic effects on the baby's ties with his mother. She is an embodied mOther, in view of which the subject must emerge on the border between jouissance and knowledge, body and language. On the basis of the given-to-be-seen on the baby's body, the mother formulates the supposition of the knowledge of which the baby is a tributary. It is knowledge of the mother's desire and is enigmatic to the mother herself, but the baby becomes involved in it. The givento- be-seen on the baby's body takes on the character of a formation of the unconscious. The mother's psychism operates there as an initially prosthetic psychic apparatus for the baby to function physically. The baby s economy of jouissance is thus bound to its mother's knowing. The earliest roots of psychic constitution thus reveal the lack of correspondence between body and subject. Through her care, the mother "embroiders" the letter on the baby's body as she occupies herself with his economy of jouissance, by being affected by what affects him. She thus links the baby's physical functioning to a language structure by which he inadvertently becomes involved in the tie with the mOther. From then on, the tie is indispensable in his circuit of satisfaction. For this reason, the baby is also affected by the sounds and lalangue through which the mother's jouissance emerges in the act of enunciation. When the baby becomes emotionally involved in the games that constitute the subject, the mother attributes their authorship to him, and the knowledge of this playing permanently transits with him through the positions of object and subject. She presumes that he is the subject that knows about playing. At the same time, when she makes the baby an object of jouissance, she herself obtains jouissance by transitively identifying with the jouissance of the baby's passivity. Therefore, the jouissance involved in the tie between mother and baby is not reduced to either the anxiety of insufficiency nor to the measure of phallic strength, nor even to the masochistic jouissance of the mater dolorosa. Through jouissance located beyond the phallic, a creation can be produced, a child can be raised. The raising of the child indicates the transitivist dimension of the earliest roots of the tie between mother and baby. If motherhood can make room for an act that, for a woman, is creative, the child, in turn, has a way to be creative when playing. The relationship between mother and baby is limited neither to phallic jouissance nor to the search for complementarity with the jouissance of the mOther, but it can open the way to an Other jouissance, a supplementary creation, which, even if it makes use of the paternal function, does not stop at the Oedipus complex. In view of the mental suffering involved when a baby painfully gives-to-be-seen on his body, the clinician intervenes, not by observing but by reading, which can decipher. Operating on the basis of the key to the code, the letter, which insists on symptomatic repetition, the clinician opens the way to supplementary creations
Palavras-chave: Letra
Gozo
Mãe-bebê
Psicanálise
Letter
Jouissance
Mother and baby
Psychoanalysis
Bebes
Lactentes
Mae-lactentes
Maternidade
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Psicologia
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica
Citação: Jerusalinsky, Julieta. Child raising: letter and jouissance in the earliest roots of the psychism. 2009. 272 f. Tese (Doutorado em Psicologia) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2009.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/15847
Data de defesa: 26-Jun-2009
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica

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