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Tipo do documento: Dissertação
Título: Traumatismo e transmissão
Autor: Driga, Liana O. D 
Primeiro orientador: Sawaia, Bader Burihan
Resumo: Investigamos nessa dissertação como os descendentes de sobreviventes de catástrofes sociais elaboram a experiência traumática dos pais e avós. Como se dão os impasses na transmissão, os efeitos do não-dito e quais os caminhos para lidar com o silenciamento e o processo de elaboração de uma herança traumática. Dada a intimidade entre o plano político e psíquico, abordaremos a importância da dimensão coletiva, a inscrição no laço social e a construção da narrativa pela segunda e terceira geração de descendentes. Abordamos as possibilidades de transmissão, as formas de inscrição das origens numa narrativa, que possibilita se reinventar através das gerações. Tratamos dos efeitos do não-dito e seus impasses no ato de transmitir uma herança. Focamos nos efeitos da repetição e suas produções sintomáticas, assim como no fenômeno do declínio da experiência e como isso se articula com as possibilidades e limites da transmissão. Em seguida, abordamos como opera o não-dito, e seus diversos impasses no processo de transmissão transgeracional. Debruçamo-nos sobre diferentes modalidades do não-dito, em diferentes contextos históricos a fim de depreender resquícios do fenômeno social e psíquico tal como se manifestaram nas gerações sucessivas. Primeiramente, o não-dito na clínica envolvendo descendentes de sobreviventes do Holocausto. Na segunda parte, Altounian nos mergulha na elaboração de uma herança traumática do ponto vista de uma descendente do genocídio armênio. Na terceira parte, investigaremos o não-dito da história colonial francesa na Argélia e como se desvelaram os seus efeitos hoje sobre a população francesa de descendentes argelinos. Na quarta parte, a partir de um romance nos aproximaremos de um relato biográfico escrito por uma filha sobre a mãe que morreu no genocídio ruandês, e, finalmente o relato de uma filha que escreve sobre o diário da mãe acerca da sua experiência em Auschwitz. Finalmente, nos propomos a redefinir o que seria a herança traumática. Destrinchar as experiências das gerações que se seguem aos sobreviventes e o trabalho psíquico elaborado por elas. Para tanto nos orientamos por três eixos: os laços com o outro: transferência e endereçamento; a história e historização dos eventos: a importância do coletivo; e, entre vivência e experiência: a elaboração não-toda do luto
Abstract: This dissertation aims at understanding the processes by which the descendants of survivors from social catastrophes work through their parent’s and grandparent’s traumatic experience. We search to enlighten how they dealt with the ruptures within transgenerational transmission, the effect of what was left untold and the resources they found to confront the silence of their elders and how they elaborated their traumatic inheritance. Due to the intimacy between the political and the psychic, we approach the importance of the collective dimension, the necessity of inscription of the experience in the social bond and the unfolding of narratives by the second and third generations. The object of our research was the possibilities of transmission, the ways by which the descendants recollect the experience of their elders into their own forms of narrative, which enables them to reinvent themselves through succesive generations. We then investigate the ways the untold or the unsaid operate and its varied impacts on the process of transgenerational transmission. We pursued clinical researches of different modalities of the unsaid/untold, first among the survivors of the Holocaust, then the struggles of a descendant of survivors from the Armenian genocide, as well as the problems of young men of Argelian descent in France facing the official silencing of French colonial power and its traumatic effects among the succeeding generations of Argelian immigrants. We also exploited a novel written by the daughter of a victim of the Ruandese genocide about her mother’s struggles to survive in exile prior to her murder and the massacre of her family. We also studied a daughter’s narrative of her mother’s diary as a survivor of Auschwitz. In this research we pursued three main guidelines: the rebonding of social relations, psychoanalytic transference and the addressment of ties with the other, and the importance of collective historical experiences and the underlying process of historicizing traumatic events, and finally the difficult process of distinguishing the meaning of erlebnis and experience in their long and necessarily incomplete elaboration of mourning
Palavras-chave: Psicanálise
Transmissão
Trauma psíquico
Psychoanalysis
Transmission
Psychic trauma
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA SOCIAL
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Social
Citação: Driga, Liana O. D. Traumatismo e transmissão. 2018. 145 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia: Psicologia Social) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Social, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2018.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/21090
Data de defesa: 22-Mar-2018
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Social

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