???item.export.label??? ???item.export.type.endnote??? ???item.export.type.bibtex???

Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/21981
Tipo do documento: Tese
Título: Quem disse que Exu não monta? Abdias Nascimento, o cavalo do santo no terreiro da história
Autor: Natalino, Geraldo Jose 
Primeiro orientador: Brito, Enio José da Costa
Resumo: O presente trabalho aborda a experiência mística travada por Abdias Nascimento (1914-2011) na sua relação com o orixá Exu no âmbito do patrocínio místico. Lançando mão da metáfora “cavalo do santo”, investigamos o lugar vital que o referido orixá ocupou em sua longeva e multifacetada trajetória (política, teatro, pintura, poesia etc.). Pensar a mística (ou “biografia mística”) sob o enfoque africano e diaspórico implicou acessar outras geografias, lógicas, racionalidades e epistemologias. Partimos do pressuposto que o processo de descolonização das mentes exige, no contexto afro-brasileiro, o trabalho de descolonização das místicas. Abdias é figura icônica no Brasil no que se refere ao combate ao racismo e ao simulacro, o “mito da democracia racial”. Mas a trajetória de Abdias não se reduz ao combate intermitente contra o genocídio da população negra; o intelectual, ativista foi um contumaz defensor e propagador da história e dos valores culturais e religiosas africanos e diaspóricos. De berço católico, Abdias se converteu ao candomblé onde encontrou a seiva ancestral que fecundou sua vida. Dessa feita, a trajetória do intelectual e ativista negro não se explica fora dos referenciais religiosos afrodiaspóricos. Os orixás encheram a vida do místico-combatente de potência, encanto e dinamismo; e Exu, inconfundivelmente, constituiu a força nutriz e motriz de toda a sua multifacetada e polifônica existência. Sua morte foi celebrada com honra de um herói e de um ancestral. Suas cinzas foram depositadas na Serra da Barriga – no Quilombo dos Palmares. Defendemos, pois, em nosso trabalho, que o ativismo heroico do negro revoltado, ou como também foi chamado, o “Quixote irado”, repousa em base religiosa, o que pode colocar Abdias Nascimento, considerado sob as lentes da religiosidade, no rol dos grandes místicos da história da humanidade
Abstract: This work addresses the mystical experience between Adbias Nascimento (1914-2011) and his relationship with the orixá Exu in the context of mystical patronage. Using the metaphor “saint’s horse” (“cavalo do santo”) we investigated the vital place that orixá occupied into Abdias’ long-lived and multifaceted trajectory (political, theater, painting, poetry etc.) To think about the mystique (or “mystical biography”) under the African and diasporic approach implied to acess other geographies, logics, rationalities and epistemologies. We start from the assumption that the decolonization of minds’ process requires, within the Afro-Brazilian context, the work of decolonization of mystics. In Brazil, Abdias is an iconic figure with regard to combat racism and simulacrum, the “myth of racial democracy”. But, Abdias’ trajectory was not simply the intermittent combat against the genocide of the black population; the scholar and activist was a persistent defender and propagator of African diasporic history and it’s cultural and religious values. From a catholic cradle, Abdias converted to candomblé where he found the ancestral sap that fecundated his life. Thus, the trajectory of the scholar and black activist is not explained outside the religious afro-diasporics referentials. From a Catholic crib, Abdias converted to candomblé where he found the ancestral sap that fecundated his life. In this way, the trajectory of the intellectual and black scholarship is not explained by Afro-diasporic religious references. The orixás filled the life of the mystic-fighter of power, charm and dynamism; and Exu, unmistakably, constuted the force and motive force of all its multifaceted and polyphonic existence. His death was celebrated with the honor of a hero and an ancestor. Its ashes were deposited in Serra da Barriga - in Quilombo dos Palmares. We defend, therefore, in our work, that the heroic vision of the revolted Negro, or as it has also been called, the "angry Quixote", rests on a religious basis, which can put Abdias Nascimento, considered under the lens of religiosity, in the role of great mysteries of the history of humanity
Palavras-chave: Exu (Orixá)
Orixás
Mística
Religiosidade
Eshú (Afro-Caribbean deity)
Orishas
Mystical
Religiosity
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA::OUTRAS SOCIOLOGIAS ESPECIFICAS
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Faculdade de Ciências Sociais
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião
Citação: Natalino, Geraldo Jose. Quem disse que Exu não monta? Abdias Nascimento, o cavalo do santo no terreiro da história. 2018. 364 f. Tese (Doutorado em Ciência da Religião) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2018.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/21981
Data de defesa: 22-Feb-2019
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
Geraldo Jose Natalino.pdf4,03 MBAdobe PDFThumbnail

Download/Open Preview


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.