REPOSITORIO PUCSP Teses e Dissertações dos Programas de Pós-Graduação da PUC-SP Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião
Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/22742
Tipo: Tese
Título: O corpo como arena politico-religiosa do Āyurveda no século XXI: existências fluídas em ser nem homem, nem mulher
Título(s) alternativo(s): The body as a political-religious arena of Āyurveda in the 21st century: fluid existences of being neither male nor female
Autor(es): Alves, Sabrina
Primeiro Orientador: Nunes, Maria José Fontelas Rosado
Resumo: Os objetivos desse estudo foram investigar as possíveis novas interpretações feitas pelos praticantes de Āyurveda em um mundo urbano do que é não ser nem homem, nem mulher. Nos textos canônicos do Āyurveda, datados de pelos menos 2 mil anos, termos como Napunsak e Tṛitīya Prakṛti ultrapassam barreiras de definições indenitárias de gênero e orientações sexuais mesclando-se com os limites do que consideramos biologia, performance, natureza e religião. Buscou-se saber dos atuais praticantes de Āyurveda localizados no Sul da Índia, e da sua versão diaspórica no Brasil, como eles estão reinterpretando esse conceito, ou ainda aplicando o Āyurveda apesar das novas e emergentes identidades de gênero e sexualidades não-normativas. Os sujeitos de pesquisa se justificam porque ocorrem trânsitos de profissionais indianos de Āyurveda (vaidyas e praticantes formados no sistema Bachelor of Ayurvedic Medicine and Surgery/B.A.M.S.) ao Brasil, e de brasileiros em viagens à Índia para cursos de aprofundamento, tratamentos, parcerias e todo tipo de interações. O estudo utilizou abordagem qualitativa, e o método de levantamento utilizado foi a entrevista. O método do giro decolonial e as análises de gênero foram usados para uma compreensão da construção das novas masculinidades, feminilidades e androgenias que surgem no contexto pós-colonial indiano e para discussão das novas interpretações feitas pelos praticantes. Mapeou-se os arranjos da construção do gênero metafisico, para encontrar as referencias aos termos Tṛitīya Prakṛti e Napunsak que estão presentes no śāstra do Āyurveda. Identificando uma manutenção do entrincheiramento político do Āyurveda do século XXI, desde seu revivalismo, discuto os posicionamentos dos praticantes indianos e brasileiros de Āyurveda, em uma proposta de compreender as imbricações de nossos passados e presentes coloniais, com suas inter-relações entre colonialidade, gênero e religião no tempo neoliberal e sob condições de esgarçamento do tecido social, em relevância à política sexual do corpo e a população LGBTI+ perpassado pela preocupação do avanço da extrema-direita em ambos os países, e sob análise das influências político-religiosas
Abstract: The purpose of this study was to investigate the possible new interpretations made by Āyurveda practitioners in an urban world of being neither male nor female. In Āyurveda's canonical texts, dating back to at least 2,000 years, terms such as Napunsak and Tṛitīya Prakṛti overcome barriers of identity definitions of gender and sexual orientations blending with the limits of what we consider to be biology, performance, nature and religion. We sought to learn about current Āyurveda practitioners located in southern India, and its diasporic version in Brazil, how they are reinterpreting this concept, or even applying Āyurveda despite new and emerging non-normative gender identities and sexualities. The research subjects are justified because there are transits from Indian Āyurveda professionals (vaidyas and practitioners trained in the Bachelor of Ayurvedic Medicine and Surgery / BAMS system) to Brazil, and from Brazilians traveling to India for in-depth courses, treatments, partnerships and all kinds of interactions. The study used a qualitative approach, and the survey method used was the interview. The decolonial gyro method and gender analysis were used to understand the construction of the new masculinities, femininities and androgynies that emerge in the Indian postcolonial context and to discuss the new interpretations made by practitioners. The construction arrangements of the metaphysical genre were mapped to find references to the terms Tṛitīya Prakṛti and Napunsak that are present in the śāstra of Āyurveda. Identifying a maintenance of the political entrenchment of 21st century Āyurveda since its revival, I discuss the positions of Āyurveda Indian and Brazilian practitioners in a proposal to understand the intertwining of our colonial past and present, with their interrelationships among coloniality, gender and religion in neoliberal times and under conditions of the social fabric being torn, relevant to the sexual politics of the body and the LGBTI + population permeated by the concern of the advancement of the extreme right in both countries, and under analysis of the political-religious influences. Keywords
Palavras-chave: Medicina ayurvédica
Minorias sexuais
Napunsak
LGBTI+
Medicine, Ayurvedicss
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA::OUTRAS SOCIOLOGIAS ESPECIFICAS
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da Instituição: PUC-SP
metadata.dc.publisher.department: Faculdade de Ciências Sociais
metadata.dc.publisher.program: Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião
Citação: Alves, Sabrina. O corpo como arena politico-religiosa do Āyurveda no seculo XXI: existências fluídas em ser nem homem, nem mulher. 2019. 272 f. Tese (Doutorado em Ciência da Religião) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2019.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/22742
Data do documento: 10-Out-2019
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