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https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/26236| Tipo: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Título: | Relações raciais e reforma psiquiátrica: um estudo a partir da psicologia sócio-histórica |
| Autor(es): | Proence, Valquiria Soares |
| Primeiro Orientador: | Andrada, Cris Fernández |
| Resumo: | A história da Psicologia no Brasil é circunscrita por um comprometimento com o projeto da elite brasileira, constituída enquanto ciência e profissão para a diferenciação, categorização e controle dos sujeitos. E esse compromisso se faz presente principalmente no que diz respeito às questões raciais. A presente pesquisa teve como objetivo analisar os sentidos produzidos por uma psicóloga branca de um CAPS acerca da reforma psiquiátrica e as relações raciais. Os Centros de Atenção Psicossocial surgem a partir das reivindicações do movimento Reforma Psiquiátrica, cujo objetivo era denunciar o cenário de precariedade e violência presente nos hospitais psiquiátricos, pautando a reformulação da assistência psiquiátrica brasileira e um novo lugar social para a loucura. Para alcançar o objetivo foi realizado uma entrevista prolongada semiestruturada com uma psicóloga que atua em um Consultório na Rua, vinculado ao CAPS-AD do município de São Paulo. A entrevista foi gravada, transcrita e posteriormente analisadas conforme a revisão bibliográfica e inspirada nos núcleos de sentidos e significados. A partir da entrevista foram apreendidos três núcleos de significação: 1)” Manicômio não é só um lugar físico”; 2) “O recorte étnico-racial ele é vivenciado”; 3) “Eu tenho que me perguntar”. Foram apreendidos a partir da entrevista com a participante que a Luta antimanicomial é um campo em disputa, e se faz importante resgatar a lógica em que ela se opõe, a lógica manicomial. As questões raciais foram compreendidas como vivenciais, relacionadas desde a ausência da discussão sobre as questões raciais na formação, e a normatividade atribuído à raça branca, a relação com os usuários e o atual contexto de desmontes das políticas sociais. Foi apreendido também sobre a responsabilidade profissional e o compromisso ético-político. Por fim, reafirmama-se a importância de se pautar as questões raciais no campo da reforma psiquiátrica e da luta antimanicomial, reconhecendo que a ausência dessas discussões é também uma atualização das práticas manicomiais, ao produzir desassistência a 70% dos usuários do SUS, consequentemente maioria também dos usuários dos serviços substitutivos |
| Abstract: | The history of Psychology in Brazil is circumscribed by a commitment to the project of the Brazilian elite, resulting as a science and profession for the differentiation, categorization and control of subjects. And this commitment is present mainly with regard to racial issues. This research aimed to analyze the meanings found by a white psychologist from a CAPS about psychiatric reform and racial relations. The Psychosocial Care Centers emerge from the necessary steps of the Psychiatric Reform movement, whose objective was to denounce the precariousness and violence present in psychiatric hospitals, guiding a reformulation of Brazilian psychiatric care and a new social place for madness. In order to achieve the objective, a prolonged, unstructured interview was carried out with a psychologist who works in a Street Clinic, linked to the CAPS-AD in the city of São Paulo. The interview was recorded, transcribed and later analyzed according to a literature review and inspired by the core of senses and meanings. From the interview, three nuclei of meaning were apprehended: 1) “Asylum is not just a physical place”; 2) “The ethnic-racial cut is experienced”; 3) “I have to ask myself”. Based on an interview with a participant, it was learned that the anti-asylum struggle is a disputed field, and it is important to rescue the logic in which it is opposed, the asylum logic. Racial issues were understood as experiential, related from the absence of discussion about racial issues in training, and the normativity attributed to the white race, the relationship with users and the current context of dismantling social policies. It was also apprehended about professional responsibility and ethical-political commitment. Finally, the importance of being guided by racial issues in the field of psychiatric reform and anti-asylum struggle is reaffirmed, recognizing that the absence of these is also an update of asylum practices, by producing lack of assistance to 70% of SUS users, consequently Also many of the users of the substitute services |
| Palavras-chave: | Reforma psiquiátrica Relações raciais Luta antimanicomial Psychiatric reform Race relations Anti-asylum fight |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Sigla da Instituição: | PUC-SP |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde |
| metadata.dc.publisher.program: | Graduação em Psicologia |
| Citação: | Proence, Valquiria Soares. Relações raciais e reforma psiquiátrica: um estudo a partir da psicologia sócio-histórica. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) - Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2021. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/26236 |
| Data do documento: | 16-Nov-2021 |
| Aparece nas coleções: | Graduação em Psicologia |
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