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Tipo do documento: Dissertação
Título: A greve dos petroleiros de 1995: desafios e impasses do sindicalismo brasileiro na década de 90
Autor: Sousa, Heder Claudio Augusto de 
Primeiro orientador: Almeida, Lúcio Flávio Rodrigues de
Resumo: A greve dos petroleiros de 1995 foi a maior já realizada pela categoria. Durante 32 dias os petroleiros travaram uma disputa com a maior empresa brasileira, a Petrobras e com o governo, no sentido de fazer valer os acordos estabelecidos em 1994, por ocasião de sua campanha salarial. A paralisação dos petroleiros fez parte de um movimento grevista que, pelo menos no início, aglutinou diversas categorias de trabalhadores de empresas estatais e de servidores federais. Porém a iniciativa ficou conhecida como a greve dos petroleiros. Apesar de formarem uma categoria relativamente pequena 46 mil trabalhadores à época da greve os petroleiros estão localizados num setor estratégico para o funcionamento da economia. O setor de petróleo, fonte de energia e insumo, também é considerado questão de soberania nacional. Daí a realização de greve neste setor da economia ganhar uma dimensão política de grande envergadura. Os petroleiros, ao lado dos metalúrgicos do ABC paulista, tiveram uma participação destacada na constituição da CUT e do PT. A greve dos petroleiros de 1983, ano da fundação da CUT, foi a primeira realizada no setor após o regime militar e marcou a retomada das mobilizações sindicais depois de um refluxo que se verificou no início daquela década. O Sindicato dos Petroleiros de Paulínia-Campinas (SP), além de encabeçar a greve, teve importante papel na trajetória da organização da Federação Única dos Petroleiros (FUP), responsável pela direção da greve de 1995 que contou com a adesão dos 19 sindicatos petroleiros existentes. O movimento sindical, principalmente o vinculado ao setor privado da economia, a partir da década de 90, experimentou forte refluxo devido à abertura comercial, crescimento do desemprego e à generalização das reestruturações produtivas. No entanto, o sindicalismo dos petroleiros na primeira metade da década de 90 apresentou grande vigor, em boa medida devido à sua singularidade. A vitória eleitoral de FHC, em 1994, se deu, principalmente, graças ao sucesso no combate à hiper-inflação, pelo Plano Real. Uma das principais metas do projeto neoliberal assumido por FHC era o ajustamento do Estado e a continuação do programa de privatização. A greve dos petroleiros de 1995 representou a principal resistência organizada a este projeto. O desfecho desfavorável da greve significou a consolidação de uma nova hegemonia política e o movimento sindical brasileiro experimentou uma segunda inflexão negativa na correlação de forças
Palavras-chave: Petróleo
Sindicalismo
Greve dos petroleiros -- 1995
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Ciências Sociais
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais
Citação: Sousa, Heder Claudio Augusto de. A greve dos petroleiros de 1995: desafios e impasses do sindicalismo brasileiro na década de 90. 2001. 134 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2001.
Tipo de acesso: Acesso Restrito
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/4154
Data de defesa: 30-Mar-2001
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais

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