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Tipo do documento: Tese
Título: Mídia e temporalidade. O roubo e a contrução coletiva do futuro na comunicação eletroeletrônica
Título(s) alternativo(s): Media and Temporalities: the theft of the present and the collective construction of the future in the eletroelectronic communication.
Autor: Pelegrini, Milton
Primeiro orientador: Baitello Junior, Norval
Resumo: A revolução industrial reinaugurou o conceito de cotidiano, como compreendemos hoje. Antes disso, a medida do tempo social era estabelecida a partir de vivências pessoais comuns, ou seja, sua marcação era produzida predominantemente pela observação dos ritmos da natureza como ciclos e periodizações experienciados por um corpo vivo. Com o advento da eletricidade, o dínamo impulsionou as máquinas e acelerou o tempo social para frente numa escala sem precedentes na história humana. A garantia operacional desta sincronização social foi alavancada pela mídia terciária, ou seja, pelos suportes de mediação comunicativa eletroeletrônicos. Os ritmos naturais deixaram de nortear o tempo social. A organização industrial do tempo passou a ter a precisão numérica do relógio que sincronizava o tempo da máquina. Novos sistemas simbólicos baseados na força da eletricidade ensinaram a aceitar e a conviver com tempos "objetivos", projetando o tempo de vida, psicológico e biológico no tempo das máquinas. O tempo passava a ser a imagem de uma lógica determinista criada pela ciência cartesiana, incapaz de perceber que a velocidade não permite compreender a passagem do tempo como algo em trânsito, aspectos percebidos apenas pelos sentidos humanos. Criaram-se as máquinas comunicativas eletroeletrônicas que vetorizaram o tempo e, que pela crença na abstração criada pela velocidade, acabaram transformando o tempo social em um tipo de referência atemporal, um "não tempo". A mídia eletroeletrônica inaugura a audiência em rede e a Internet se configura como lócus de observação de um tipo de temporalidade que mantém os fluxos informativos presos aos tempos congelados das estruturas arcaicas da cultura humana, como o tempo das utopias ou do eterno retorno.
Abstract: The Industrial Revolution reinaugurated the concept of everyday life as we understand today. Before, the measure of social time was established by common people s experience, which means time labeling was produced mainly by the observation of rhythm of nature, as cycles and periodization endured by a living body. With the advent of electricity, the dynamo impelled devices and sped up social time on a scale without precedent in human history. The operational warranty of this social synchronization was leveraged by the tertiary media, that is, by the electroelectronic communicative mediation supports. The natural rhythms stopped guiding the social time. The industrial organization of the time got the clock s numerical precision which synchronized the machine s time. The new symbolic systems based on electricity power taught to accept and to live with objective times, casting forward the life time, psychological and biological, in the machine s time. The time became the image of a deterministic logic created by Cartesian science, unable to notice that speed does not permit to understand the time s passage as something in transit, features felt just by human senses. There were created communicative machines that vectorized the time and, owing to the belief in abstraction generated by speed, changed the social time into a sort of atemporal reference, a nontime . The electroelectronic media inaugurate net audience and the Internet represents the locus of observation of a kind of temporality that maintains the informative flows attached to the congealed time of the archaic structure of human culture, as the utopias time or eternal return.
Palavras-chave: mídia eletroeletrônica
temporalidades
sincronização social
redes de informação
eletroelectronic media
temporalities
social syncronization
information network
Mídia digital
Área(s) do CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO
Idioma: por
País: BR
Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da instituição: PUC-SP
Departamento: Comunicação
Programa: Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica
Citação: Pelegrini, Milton. Mídia e temporalidade. O roubo e a contrução coletiva do futuro na comunicação eletroeletrônica. 2005. 150 f. Tese (Doutorado em Comunicação) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2005.
Tipo de acesso: Acesso Restrito
URI: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/4460
Data de defesa: 18-Oct-2005
Appears in Collections:Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica

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